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DIEESE - RAÇA E GÊNERO NO EMPREGO METALÚRGICO NO BRASIL: CONTINUIDADES E MUDANÇAS

O Brasil é um país marcado pelas desigualdades de raça e gênero, que permeiam as relações sociais, definindo os espaços de mulheres e homens, negros e brancos no mercado de trabalho, em todas as atividades. Apesar de a população negra ser maioria no Brasil1, negros enfrentam mais dificuldades de inserção no mercado de trabalho formal. Esta Nota Técnica analisa a questão no setor metalúrgico, entre 2008 e 2017, período marcado pela oscilação do emprego - até 2013, houve crescimento e, a partir de então, aumento da desocupação, reflexo da crise econômica e política que marcou o país nos últimos anos.

No intervalo de tempo analisado, no setor metalúrgico, foram fechados mais de 235 mil postos de trabalho, queda de 11,3% na base de trabalhadores. Para agravar a situação, em novembro de 2017, entrou em vigor a Reforma Trabalhista, que afetou as formas de contratação. Apesar dessa movimentação, cresceu a participação total de negros metalúrgicos, o que demonstra que o desemprego impactou mais os não negros. Ainda assim, a participação dos negros no setor é menor, e também a remuneração por eles recebida. As diferenças de salários de negros e não negros permanecem elevadas, mesmo quando inseridos nos mesmos setores, ocupações e em faixas de escolaridade idênticas. A questão da remuneração, aliás, pode explicar a razão de os não negros terem sido mais afetados pelo desemprego do que os negros, entre 2008-2017, já que eles recebem salários maiores.

Confira abaixo o estudo completo divulgado pelo DIEESE:

Fonte: DIEESE

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